
Trama Internacional (The International)
CRÍTICA por Paulo Cardoso
Depois da 2a Guerra Mundial, todo país que não seguia a filosofia capitalista era um inimigo em potencial, com o passar do tempo e a queda do muro de Berlim o inimigo deixou de ser o socialismo e passou a ser a Rússia; depois, com a era tecnológica, veio a leva de filmes onde os hackers eram os maiores inimigos; aí, com os atentados de 11 de setembro, Hollywood passou a bola para os terroristas fundamentalistas, mas com a crise mundial rondando praticamente todas as nações, quem passou a ser o inimigo número 1 de todos? Os bancos, claro!
E no filme Trama Internacional (The International), Clive Owen é Louis Sallinger, um agente da Interpol que, juntamente com Eleanor Whitman (a bela Naomi Watts), a promotora de justiça de Manhattan, busca levar à justiça um dos bancos mais poderosos do mundo. Para tanto eles investigam diversas atividades ilegais, tendo que rastrear quantias espalhadas ao redor do planeta. Mas o maior problema do filme seja justamente esse.
A “grande trama” proposta é facilmente identificada e desvendada sem maiores mistérios e alguns diálogos chegam a ser previsíveis. Em compensação, as cenas de ação são muito bem elaboradas, com destaque em especial para a filmada no museu Guggenheim, em Nova York. Só que como o vilão não é uma pessoa e sim uma instituição, nos parece, já na primeira metade do longa, que essa perseguição não vai dar em nada. Numa visão um pouco pessimista, talvez a maior mensagem do filme seja mesmo que pessoas vem e vão, e por isso são descartáveis, mas grandes instituições ficam.
